RESENHA CRÍTICA DO LIVRO PRIMEIRO EU TIVE QUE MORRER, DE LORENA PORTELA
Palavras-chave:
Identidade, Resistência, Literatura femininaResumo
Ao lermos o livro Primeiro eu tive que morrer, da autora Lorena Portela (2021), a primeira impressão que tivemos é que a narrativa conta uma história que expõe, com crueza e lirismo, a tensão entre sobrevivência e desejo, entre dor e cura. Publicado pela editora Record, o romance insere-se num contexto contemporâneo de efervescência da literatura juvenil e jovem-adulta brasileira, marcada pela presença de vozes femininas e LGBTQIA+ que reivindicam espaço na representação literária e nas disputas simbólicas em torno da identidade e do corpo. Reconhecermos nessa obra uma força disruptiva e uma honestidade rara na abordagem das experiências juvenis. Trata-se de uma narrativa que ultrapassa o campo do entretenimento, projetando-se como instrumento de reflexão social e existencial. A protagonista, cujo nome não é apresentado no enredo, encarna o desconforto e a coragem de quem precisa morrer, simbolicamente, para nascer de si mesma. Assim, ao lado de outras obras da literatura juvenil contemporânea, este romance propõe uma travessia crítica sobre temas que tocam o íntimo e o coletivo: a violência de gênero, o abuso, a sexualidade e o poder de reconstrução.
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Referências
EVARISTO, Conceição. Poemas. Brasiliana-Journal for Brazilian Studies. [s.l], v. 3, n.1, jul., 2014.
GROPPO, Luís Antonio. Dialética das juventudes modernas e contemporâneas. Revista de Educação do Cogeime, ano 13, n. 25, p. 9-22, dez, 2004.
PORTELA, Lorena. Primeiro eu tive que morrer. São Paulo: Planeta do Brasil, 2022.
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