FORMAÇÃO E RESISTÊNCIA NO ENSINO DE FILOSOFIA:

A experiência do Encontro Cearense dos Professores de Filosofia.

  • DEBORA KLIPPEL Fofano SEDUC
  • Antonio Alex de Sousa
Palavras-chave: Ensino, Filosofia, resistencia

Resumo

O ensino de Filosofia como disciplina regular presencial da Educação Básica se consolidou ao longo dos anos no Brasil como prática de resistência. Tal afirmação parte de um contexto de luta por implementação e permanência do conteúdo filosófico na oferta da disciplina, ao longo de muitos anos, especialmente no período de redemocratização do Brasil e, anos depois, na Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB). Hoje, após anos de luta por reconhecimento da importância da Filosofia para a formação humana, vemos políticas que se institucionalizam e mobilizam parte do senso comum a persegui-la. Não é a primeira vez na história que isso ocorre e, de modo rápido, pretendemos mostrar que essa perseguição é parte de um projeto de governo que visa ao obscurantismo e ao empresariamento das relações, para atender ao interesse do status quo dominante. A filosofia não contribui em nada com o processo de esvaziamento do ser humano, portanto, para atingir determinado projeto de poder, seria melhor eliminá-la, junto com parte de outras ciências humanas. Nesse contexto, o presente texto relata a ação de um grupo de professores de Filosofia que se reuniram a fim de fortalecerem e construírem práticas de resistências que promovam, tanto a continuidade da filosofia como disciplina, quanto a resistência da filosofia como prática política necessária à transformação da sociedade.

Palavras-chave: Filosofia, Ensino, Resistência.

Biografia do Autor

Antonio Alex de Sousa

Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará, graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará, Professor de Filosofia do Ensino Médio na rede estadual de educação do Ceará (SEDUC/CE) e Professor de Filosofia na Faculdade Ratio. E-mail: alexsousa.filosofia@gmail.com

Publicado
23/12/2019
Seção
Relato de experiência