• A perspectiva interdisciplinar no processo educacional de ensino/aprendizagem
    v. 7 n. 20 (2022)

    Há uma historicidade e uma demarcação do conceito de “disciplina”. Mas o questionamento que se faz é: qual o
    objetivo da organização dos conhecimentos em disciplinas ao longo da história? Por que historicamente decidimos organizar os conhecimentos em disciplinas com o objetivo de educar os seres humanos? Esses questionamentos nos ajudam a compreender a lógica da tentativa de formação educacional humana ao longo da história. Essa compreensão emerge na modernidade, especialmente na segunda metade do século XIX, com a fragmentação do conhecimento que tinha como base teórica a epistemologia positivista, racionalista, empirista, naturalista e mecanicista. Filósofos e cientistas como Galileu Galilei, Francis Bacon, René Descartes, Isaac Newton e Charles Darwin contribuíram para fundamentar as especialidades do conhecimento que ajudariam a uma melhor compreensão dos fenômenos naturais e humanos. Mas a pergunta que nós
    educadores fazemos é: as compreensões fragmentárias dos objetos/sujeitos nos ajudam a compreender a
    complexidade do real, das inter-relações humanas? Os desafios ainda presentes nos processos de ensino aprendizagem têm nos mostrado que os caminhos da fragmentação podem e nos levam aos labirintos
    tortuosos e sem saídas, alargando mais ainda a hierarquia entre sujeitos e objetos do conhecimento.
    Diante desse legado histórico e epistemológico da modernidade que reverberou nos processos educativos,
    vários desafios atuais no âmbito dos processos de ensino/aprendizagem vicejaram e impulsionaram os
    docentes/pesquisadores às reflexões sobre a sua prática no cotidiano escolar. Indagações como estas são
    comuns: Como proceder no dia a dia escolar para que o(a)s estudantes compreendam os conhecimentos de
    uma maneira integral, uma vez que a realidade é complexa e dialética? Como desenvolver metodologias de
    ensino/aprendizagem resgatando as inter-relações e diálogos entre os conhecimentos? Essas são perguntas
    que pulsam nas mentes dos educadores ao iniciarem seus processos de pesquisa visando um novo fazer
    educacional. Vários autores como por exemplo Michel Gibbons(1997), Gadotti (2004), Frigotto (1995), Edgar Morin
    (2005), Goldman(1979), Japiassu (1976) e Fazenda(1979) têm refletido sobre como a interdisciplinariedade pode
    contribuir na recuperação da unidade do conhecimento humano, saindo de uma visão solipsista centrada no
    “eu” para uma visão intersubjetiva recuperando, assim, a ideia primeira de Cultura, isto é, a ideia de uma
    formação humana integral.

    A partir dessa urgência de educarmos nosso “olhar”, nosso “compreender” e nosso “fazer” é que as pesquisas
    publicizadas nessa edição nos desafiam à reflexão e à mudança de paradigma. Os leitores terão a oportunidade
    de conhecer alguns dos múltiplos caminhos da interdisciplinaridade, os quais visam o fim que é o ensino/aprendizado libertador e transformador do(a)s estudantes e educadores das escolas cearenses.

  • Ensino e aprendizagem em tempos de pandemia - Seminário DoCEntes
    v. 7 n. 19 (2022)

    A pandemia da covid19 repercutiu na vida e no cotidiano de toda a sociedade em nível global. O impacto da epidemia nos sistemas de Saúde foi devastador. Mas a Educação também sofreu danos que, em alguns casos, levarão anos ou décadas para serem revertidos. O Dossiê Ensino e aprendizagem em tempos de pandemia constitui um dos resultados do Seminário DoCEntes realizado em outubro de 2021. O evento foi realizado ainda de forma remota e contou com a participação de 1313 docentes da rede estadual de ensino do Ceará sendo 513 certificados.

    Os artigos que brindam essa edição foram escritos no rescaldo da pandemia e refletem em grande parte os desafios postos ao processo de ensino e aprendizagem num contexto de isolamento social. Os desafios à aprendizagem foram enormes no primeiro plano, tanto para estudantes quanto para docentes. Num segundo plano, os obstáculos exigiram uma gestão pedagógica da escola mais qualificada para planejar, executar e acompanhar a rotina pedagógica escolar.

  • Educação Infantil e Formação Docente
    v. 7 n. 19 (2022)

    A Educação Infantil continua sendo um desafio à sociedade brasileira. Apesar dos avanços recentes nessa  etapa da educação, especialmente após a LDB (Lei 9394/96) vigente, constatamos ainda sérios problemas e insuficiências a serem superadas. Dentre elas destacamos a descontinuidade das Políticas Públicas e Programas educacionais destinados à infância. É nesse contexto adverso que buscamos dedicar esse número da DoCEntes à Educação Infantil.

  • Avaliação como instrumento de aprendizagem
    v. 7 n. 18 (2022)

    Esta edição da DoCentes contempla a Avaliação Educacional como instrumento privilegiado da Aprendizagem.
    Historicamente, as avaliações, em todas as suas variantes, têm sido mal recebidas na sociedade brasileira. Em diversos contextos e instituições sociais, o ato de avaliar, via de regra, é cercado de resistências, críticas e  questionamentos, em consequência de não se conseguir, por meio dos instrumentos aplicados, abranger todos os desafios intrínsecos aos sistemas educacionais.

    Nos oito artigos apresentados nessa edição, identificamos vários aspectos da avaliação educacional, entretanto,
    pode-se destacar a avaliação diagnóstica, a formativa e a significativa como modalidades essenciais ao processo de ensino e de aprendizagem. Quatro artigos expressam a relevância da avaliação na aprendizagem da Língua
    Portuguesa, destacando-se nessa área a literatura e a produção textual direcionada ao Exame Nacional do Ensino
    Médio (Enem). Outros dois artigos abordam como a avaliação pode colaborar no aprendizado de competências e
    habilidades em Matemática.

  • Dossiê: Formação inicial de professores que ensinam matemática com foco na licenciatura em pedagogia EAD
    v. 7 n. 17 (2022)

    Com preocupações voltadas para a Educação Matemática, a Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) vem contribuindo com a constituição de espaços de discussão acerca do ensino e da aprendizagem em Matemática nos diversos âmbitos educacionais, tanto da Educação Básica como do Ensino Superior. Com enfoque específico para a formação de professores, o Grupo de Trabalho (GT) 7 – Formação de Professores que Ensinam Matemática, em 2018, no Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática (SIPEM), se propôs a realizar uma investigação, em nível nacional, sobre os cursos do Ensino Superior que são responsáveis pela formação do professor que ensina Matemática.

  • Formação do professor e as múltiplas práticas docentes
    v. 7 n. 17 (2022)

    No contexto do avanço das tecnologias digitais, ser educador no Brasil passa, cada vez mais, pela necessidade de se associar o processo de ensino-aprendizagem à teoria e à prática. Esta premissa de uma educação de natureza multidimensional, que caminha por meio das partes indissociáveis de um todo que se completa, é acolhida na esfera da produção científica dos saberes. Assim ela é fundamental ao professor pesquisador, porque amplia o alcance comunicativo e o fazerentre pares a partirdas práticas advindas de suas reflexões e experimentações junto ao sujeito aprendente.
    Indo ao encontro desta discussão, a mais nova edição da Revista DoCEntes aborda, sob várias matizes, a temática Formação do professor e a multiplicidade dos fazeres pedagógicos. Se a publicação científica fomentada pela Secretaria da Educação do Estado do Ceará tem o objetivo de promover a reflexão sobre as próprias práticas pedagógicas, bem como sobre as experiências de ensino-aprendizagem desenvolvidas no âmbito da escola, também o cumpre ao discutir as várias temáticas inseridas na própria produção científica dos professores. Sendo assim, também é um canal de publicização e circulação das pesquisas acadêmicas desenvolvidas por estes, seja na pós-graduação ou em outros cursos de formação e similares.

  • A Formação do Professor e o Foco na Aprendizagem dos Estudantes
    v. 6 n. 16 (2021)

    Esta edição alusiva aos cinco anos da revista DoCEntes está focada na Aprendizagem e no seu pressuposto, a Formação Docente, bem como apresenta a relevância das disciplinas eletivas, da Base Diversificada do Currículo Escolar, pensadas a partir dos itinerários formativos na formação do discente. Este Editorial está organizado em três eixos: Formação do Professor, Aprendizagem e Relato de Experiência.

  • FORMAÇÃO CONTINUADA – ITINERÁRIOS FORMATIVOS
    v. 6 n. 15 (2021)

    Os artigos, ora apresentados, constituem o Dossiê Formação Continuada – Itinerários Formativos. Trata-se do primeiro dossiê publicado pela revista DoCEntes. Esse Programa foi iniciado em 2018 e objetiva formar os professores da rede pública estadual de ensino, possibilitando a criação de uma teia de socialização dos conhecimentos construídos com vistas ao aperfeiçoamento das práticas didáticas e metodológicas. Os trabalhos publicados foram selecionados dentre os mais representativos da formação continuada de 2020. Vale destacar que essa formação contou com 7.000 mil professores inscritos.

  • Imagem feita pelo aluno Samuel de Sousa da EEM João Alves Moreira | 3o Ano Aracoiaba – Ceará Crede 08 - Baturité Nome da Tela Enérgias Renováveis Aceleram o Ceará para 2050 Letramentos e Novas Metodologias de Ensino/Aprendizagem
    v. 6 n. 14 (2021)

    Essa edição revista DoCEntes apresentam pesquisas que giram em torno de diversas formas de letramento, bem como da leitura e da escrita e experiências teóricas e metodológicas inovadoras. Integra esse exemplar relatos de experiência, reiterando o compromisso da revista em expressar a realidade das escolas.

  • Currículo e Formação de Professores e Alunos como Pilares da Aprendizagem
    v. 5 n. 13 (2020)

    Dedicamos este número da Revista DoCentes ao Currículo e Formação de Professores e Alunos como Pilares da Aprendizagem. A capa trás a reprodução da pintura intitulada "O pulsar das belezas do Ceará" feita pelo aluno Paulo Henrique Soares Lima, do 3º ano da Escola Estadual Regina Pácis localizada no município de Cratéus, CREDE 13. São pesquisas relevantes para instigar o escrutinio do currículo numa perspectiva histórica e organizacional. Da formação inicial de professores e da finalidade do estágio, da relação entre teoria e prática através do uso da metodologia de projetos.

    A edição traz ainda a abordagem sobre formação do aluno numa escola de tempo integral e a experiência Projeto Mais Estudo, lançado pelo governo do Estado da Bahia, que procura solucionar as dificuldades com o ensino da matemática no Ensino Médio, empregando a monitoria como instrumento de apoio pedagógico ao ensino da matemática. 

    Esta edição presenteia o leitor ao entrevistar a Educadora Iane Nobre, Coordenadora de Gestão Pedagógica de Ensino Médio (COGEM) na SEDUC-Ce. Com responsabilidade pelas ações formativas, desenvolvimento do currículo e pela concepção e implementação das políticas e diretrizes para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem da rede pública estadual. Finalizando essa edição duas Resenhas arrematam esse número da DoCEntes.

     

  • O ensino e a aprendizagem em Linguagem e Código e suas Tecnologias
    v. 5 n. 12 (2020)

    Dedicamos este número da revista DoCentes ao Ensino e Aprendizagem das DLinguagens, Códigos e suas Tecnologias. O desafio central da Educação Básica reside no processo de Aprendizagem, que, por sua vez, pressupõe refletir sobre o Ensino. Como demonstram os artigos ora apresentados: ensinar no atual contexto exige um repensar Metodologias, considerando a mediação tecnológica, o papel do Letramento e a possibilidade de incorporar a ludicidade nesta seara. Inauguramos essa edição com um estudo sobre as dificuldades de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática numa escola de ensino Fundamental e Médio da Rede Estadual. A metodologia de ensino criada para uma aprendizagem eficiente efetivou-se por meio de um projeto pedagógico de recuperação paralela. O estudo seguinte sinaliza a centralidade da Língua Portuguesa e sua função de desenvolver as habilidades necessárias à constituição de competências comunicativas. Ele destaca a relevância do processo de ensino e aprendizagem da disciplina. Tendo sido elaborado com base em indicadores de avaliação, constitui-se numa devolutiva oficial ao sistema estadual de ensino.

  • Educação e Saúde
    v. 5 n. 11 (2020)

    Desde a sétima edição da DoCEntes integramos à publicação Entrevistas com estudiosos, pesquisadores e/ou militantes relacionados às temáticas abordadas. A partir deste número inauguramos a nossa seção de Resenhas. Em se tratando de uma edição dedicada à Promoção da Saúde, optou-se pela resenha do livro Educação Sociedade e Saúde Coletiva, organizado por Ana Maria Fontenelle Catrib; Rosendo Freitas de Amorim; Tallys Newton Fernandes de Matos, publicado pela EdUECE de Fortaleza no ano de 2020.

  • Ensino de Filosofia
    v. 4 n. 10 (2019)

    O senso comum imagina o filósofo como aquele sujeito que vive nas nuvens e a Filosofia, uma matéria abstrata que não serve para nada. Há até uma “definição” atribuída lendariamente a algum ditador, que expressa bem essa ideia: Filosofia é a ciência com a qual ou sem a qual, o mundo fica tal e qual. Essa concepção de inutilidade da Filosofia contrasta com a forma que os regimes autoritários e ditatoriais historicamente lidaram com a Filosofia e o seu ensino.

  • Aprendizagem significativa como foco da educação
    v. 4 n. 9 (2019)

    Este exemplar da revista DoCEntes faz um giro completo nas dimensões fundamentais do processo  educacional: currículo, formação, processo ensino/aprendizagem, gestão, e avaliação. Entretanto, o leitor poderá constatar que há um destaque inquestionável sobre a aprendizagem significativa. Em destaque a edição traz o artigo "A escola faz currículo. Nota sobre escolas que inovam em tempo de BNCC" Professora Isabel Maria Sabino de Farias, Valdriano Ferreira do Nascimento e Patrícia Almeida Moura, bem como entrevista ao Professor PhD Jorge Herbert Soares de Lira, que tem como campo de pesquisa a Geometria
    Diferencial, principalmente, em problemas geométricos variacionais e Análise Geométrica. Em relação ao ensino da Educação Básica, o professor em destaque, coordena o Programa de Formação Continuada de Professores de Matemática da rede estadual de ensino, ofertado pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará ( UFC), em parceria com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( FUNCAP), em conjunto com a Secretaria da Educação do Estado do Ceará e a Coordenadoria de Formação Docente e Educação a Distância (CODED/CED).

  • Inovação metodológica do ensino através da inserção tecnológica
    v. 4 n. 8 (2019)

    Há mais de uma década a Secretaria da Educação do Estado do Ceará vem desenvolvendo ações sistemáticas para o fortalecimento da Educação Científica. Educar pela Pesquisa tornou-se um dos objetivos primordiais da formação no Ensino Médio. O presente número da Revista DoCEntes apresenta trabalhos que, de algum modo, priorizam o uso das tecnologias na aprendizagem de Ciências. Parte-se do pressuposto de que Educar pela Pesquisa potencializa a abertura para o uso das novas tecnologias, especialmente as digitais, aumentando o interesse dos alunos pela iniciação científica, pelos projetos científicos e pelas as aulas práticas no laboratório de Ciências.

  • Diversidade e Ensino
    v. 3 n. 7 (2018)

    A publicação deste sétimo número da revista DoCEntes reveste-se de vários significados e sentidos especiais, principalmente considerando o contexto de transição de uma fase da nossa História, cuja marca tem sido de abertura, empoderamento dos movimentos sociais e da diversidade sociocultural representadas por esses atores sociais, para outra aonde muitas incertezas se descortinam, porquanto algumas ideias desse grupo político em ascensão colidem com princípios básicos dos Direitos Humanos e afrontam valores próprios às especificidades dos grupos minoritários e daqueles que mesmo não constituindo minoria vivem em situação de vulnerabilidade.

  • Formação do Professor como um desafio
    v. 3 n. 6 (2018)

    Dentre os desafios postos à formação do professor, está o investimento em formações voltadas ao aprimoramento das práticas de letramento. Historicamente, esse tem sido o maior obstáculo à melhoria da qualidade da educação brasileira básica. Se o letramento, de um modo geral, tem sido precário, o letramento literário constitui um desafio à parte. O déficit histórico da leitura permanece um problema para educação brasileira, refletindose no desafio de se promover atividades de letramento literário escolar.

  • Revista Volume 3, Número 005, Abril de 2018 Pesquisar é preciso
    v. 3 n. 5 (2018)

    Nesta edição apresentamos textos oriundos de pesquisas de Dissertações e Teses de professores da rede municipal e estadual de ensino. Apesar da variedade de temáticas apresentadas, o compromisso com a busca pela qualidade da Educação pública é um denominador comum nessas investigações.

  • Revista Volume 2, Número 004, Dezembro de 2017 Ensinar e avaliar como partes do mesmo processo
    v. 2 n. 4 (2017)

    Essa edição da Revista DoCEntes proporciona um leque de trabalhos que instigam reflexões e debates relacionados aos desafios do ensino e da avaliação. A educação básica no Brasil tem sido alvo de críticas por vários setores da sociedade. Poderíamos enumerar diversos elementos que fundamentam essa visão negativa. Entretanto, se analisarmos a situação pelo crivo das diversas formas de avaliação educacional, podemos verificar que o estado do Ceará vem melhorando seus indicadores educacionais, especialmente nas duas últimas décadas.

  • Revista Volume 2, Número 003, Agosto de 2017 Desafios da Aprendizagem
    v. 2 n. 3 (2017)

    Nesse número da DoCEntes, destacamos trabalhos que de alguma maneira analisam o processo ensino e aprendizagem. Apesar de se reconhecer que não existe aprendizagem sem ensino, faz-se necessário admitirmos que nem todo ensino proporciona aprendizagem no nível esperado. A educação como espaço de reflexão filosófica possibilita ir à raízes do questionamento sobre a essência do que é ser humano. Nesse mesmo diapasão, refletir sobre os objetivos da educação possibilita uma sinalização do que deve ser ensinado e aprendido. Para além da aprendizagem, hodiernamente valorizamos a aprendizagem significativa e a  aprendizagem cooperativa, ambas cada vez mais fortalecidas pelas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e por infraestruturas tecnológicas como os laboratórios de ciências.

  • Processos de Ensino e Aprendizagem
    v. 2 n. 2 (2017)

    A autoria e o trabalho docente são intrínsecos. Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia, traz insistentemente a ideia de que “Ensinar exige pesquisa”. Traduzo esta indicação do mestre Freire  relacionando-a ao exercício reflexivo que dá origem aos artigos científicos, às obras literárias. Professores que se imbricam com seu objeto de pesquisa, para além da necessidade de concluir etapas acadêmicas, constroem uma rotina de autoformação que muito contribuirá com a sua ação docente na educação básica. Nesta perspectiva, todos os professores são convidados a sistematizar suas reflexões, suas experiências, suas ideias para contos, poemas, romances e etc. Torna-se cada vez mais evidente que o esforço em melhorar as  condições de ensino passa pelo estímulo do protagonismo docente.

  • v. 1 n. 1 (2016)

    A Revista DoCEntes, publicada pela Secretaria da Educação do Ceará, visa a estimular todos os professores das escolas públicas estaduais a escreverem e publicarem artigos sobre suas experiências de sala de aula ou  relacionados a pesquisas científicas vinculadas a programas de pós-graduação. Esta revista, portanto, é uma estratégia para apoiar os professores em seu processo de autoformação. Adentrar um processo de autoformação é escrever sobre o que se faz, narrar as relações de ensino e aprendizagem com seus  estudantes, analisar os conflitos inerentes à aplicação, em sala de aula, das teorias estudadas. Esses são elementos importantes para se construir um sentimento de cons-tante aperfeiçoamento do trabalho docente.
    A revista DoCEntes, nesta perspectiva, é um recurso disponível para que o professor seja provocado a olhar para si mesmo como sujeito construtor de um saber que o fortalece na dinâmica efervescente da escola, que, por sua vez, vive um constante movimento de adaptação e readaptação às novas demandas e expectativas da sociedade contemporânea quanto à sua função social.

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